saudade não mata...

...nem faz definhar...


Mas aí que falta que faz! 5 dias, 5 dias...

Tempo suficiente para surtar e implorar por uma pausa no ventilador louco que é a vida.

Mal vi, quero ver de novo.

Mal senti, preciso de mais.

Há certos elementos essenciais na vida, mas esse já se tornou indispensável...

É ele, quando me olha. Tudo pára. Tudo se torna tão obsoleto...

Da caixinha de som do computador sai pixies e eu lembro da segunda vez em que o vi.

Já era tarde, a pista cheia da FunHouse. Fui mostrar a jukebox e nunca pude esquecer que aquele dia eu só queria sair de casa. sem um rumo traçado, sem hora pra voltar, sem prévias nem músicas definidas.

Foi a primenra vez em tantos anos que saí em busca de mim nas ruas de Sampa, depois de um longo período envolvida naquela mortalha. E eu tinha amigos numa praça - a Roosevelt -, e um copo de cerveja nas mãos. Que mais faltava? Sentada na mureta voltada meio para a rua, meio para a praça, os pés balançavam num all star vermelho enquanto ele me olhava curioso.

Os dias se seguiram numa incessante contração da mente. E nos encontramos assim, num só fôlego. De uma vez. Tão sem querer, tão ao acaso. Tão simples. O tempo é gradual e traz com o vento, além das folhas, um aroma peculiar. Eu espero, sem olhar muito para os ponteiros carrascos do relógio, que chegue o fimdesemana.

Eu espero ansiosa uma brecha para ouvir sua voz e aquele riso tímido que me faz sentir tão leve. Eu aguardo o toque do celular com o repertório mais que afinado de um oiquesaudades! no ouvido.

Qual era o som, "Where is my mind?"?

Eu não lembro, a memória é falha desde sempre, mas agora é ocupada por pensamentos mais luminosos, mais frescos...

Ontem eu ouvi "No Quarter" do Zeppelin e percebi a gravidade da situação.

É o que eu quero, sempre foi...

Comentários

Anônimo disse…
:D

imagine esse sorriso na minha cara. pronto, vc já entendeu tudo que eu escreveria mas não ficaria exato.


bátiuchka.

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