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Mostrando postagens de Setembro, 2010
Deixando curtir um pouco mais meu amor falido pra ver se ele se apossa de mim de vez e esqueço do mundo lá fora.
Silêncio. Ouve... Ouve o silêncio que ecoa n'alma. Sente o sopro frio do vazio ao lado. Interstate Love Song diz tudo. Scott Weiland com sua loucura entorpecida cantava bem esse drama. Não há nada mais que possa ser feito. A distância entre você e eu é de um olhar que revive todos os bons momentos naquele passado. Aquele dia, quando peguei o pão congelado no freezer - após mais de dois anos, senti um gelo no peito pelo déjà vu. Quando o pão queimou, entendi. Era demais tudo aquilo. Era intocável no presente. Foi um corte seco no tempo. Passou. Como fruta que amadurece demasiado. Ficou o drama no ar, a incapacidade de se expressar, o desejo avassalador reprimido pelos dois. Visível e descarado, ali. Um querer que só existe na vontade. Vontade doída.

É tanto, que não cabe aqui, não cabe em mim, não há meios de esvaziar. Só aumenta e é improvável.
Semana digna de gritos, choros convulsivos e gargalhadas. Um pouco de tudo. De tudo um pouco. Amanhã tem peça no CCSP, mostra do Cemitério de Automóveis. Vou só. É sobre o Kerouac. Tava louca pra ver. Bem, isso depois de filmar pro documentário de TV. Hoje o bugio casou. Eu fujo dessas festas tradicionais onde a gente tem que socializar. Fui por ele, mas no fim me diverti à beça. Balanço de hoje? Almoço de comemoração com direito a repetição, caipirinha e coca pra curar. À noite pizza e coca... batizada, porque esse fim de semana eu mereço destruir! Balanço do mês - nível alcoólico elevado, bem como o de açúcar. Cigarros? Muitos. Paciência, maomeno. Otimismo, todo que houver no mundo!
Ando rodeada de sonhos desbotados, trôpegos e esfarrapados. Ando a passos apertados, como quem tem pressa e sonha à beça com as coisas simples da vida. Tenho as mãos crispadas pelas maldades que a vida trouxe atrelada às costas. Tenho os olhos num ponto longe que não se sabe onde se perdem sem alento ou qualquer vestígio de esperança. Mas no fundo a pupila dança, com imagens de salões alegres em que corpos bailam até as hora mais tardias. Eu tenho os pés mais leves que um sonhador pode ter. Pisados de nuvens e delícias que outrora se desfizeram sob seu rastro. Possuo o beijo de criança que aprende a gostar. De ternura e cor, sim, cor! As faces coradas em rouge carmim e a boca tão encarnada de boneca de porcelana. Ah, os saltos! Saltar poças d'água já não era tão divertido... Espelhar-se nelas por segundos e ultrapassar seus limites sem molhar os calcanhares. Nostalgia zonza de quando era criança e lambia colher de doce na panela que a mãe cozinhava. Catar pedrinhas no chão e enche…