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Mostrando postagens de Janeiro, 2009
Sem força para o que quer que seja. Sem ânimo, sem nada. Nem nada. Ah, que tédio mais pavoroso. Que loucura essa que ronda minha cabeça todas as manhãs e termina por invadir os sonhos soturnos. Tantas cobranças, tantas pressões... Olha, que quando nascer tudo dessas sementes que estou plantando terá de ser majestoso. Porque não está sendo fácil arar essa terra. Quero arrancar os cabelos, gritar e espernear até desmaiar de cansaço. Todos os membros em colapso. Não sai mais uma letra. Socorroooooooooooo!!!
Hoje foi o absurdo. O ápice do horror. Dor escorrendo pelos olhos, o peito oprimido, quase enlatado. Desespero, angústia, solidão, pavor, pânico. Procurei ajuda. Dei satisfações a quem devia e espero que não tenha destruído o que demorei tanto para conseguir. Tive medo. Muito medo. E ainda o tenho. Mas procuro enfrentar, pela minha própria sobrevivência nesse mundo (que para mim é) cão. Dei uma voadora no meu próprio castelinho de areia. Acho que só alguém muito perturbado faria isso. Só que todos creditam as atitudes a uma pessoa irresponsável, preguiçosa e fraca. Ninguém acredita. Porque ninguém está aqui dentro. Onde o barulho é insano dia e noite, onde o mar nunca acalma e só o que ilumina em meio à tempestade são relâmpagos que precedem trovões. A coisa não é de hoje. Ela veio a vida inteira e agora tinha que desembocar n'algum lugar. Tinha que sair. Como um vulcão em erupção. Eu pedi a Deus pra me ajudar e me acalmar, porque senão cometeria mais loucuras. Vou respirando bem …
Tem um artigo em falta no mercado: PAZ ou, como diz meu pai, peazê.



Não tem um dia que eu acorde e deixe de pensar: "meu mundo caiu". Aproveitando a deixa da minissérie. Se eu disser que sou uma "Maysa" dirão que estou forçando a barra. A verdade é que ninguém me conheçe, mas acham que sim. O que as pessoas não sabem é que a felicidade é um estado passageiro e curto demais para me satisfazer. Pouco demais para não deixar saudades. A tristeza é encarnada no perfume dos cabelos, na textura da pele que ele lambe, aperta, devora. A solidão é amiga, daquelas que acompanham num porre ao som de Ella Fitzgerald ou Clara Nunes. A diferença entre ela e eu está na conta bancária e no descontrole. De resto, ambas se utilizam do autoflagelo de forma gêmea e intensa. E só.









Essa é para o punk que mais amei na minha vida. Todo amor regressa, é o que penso. Mas por ora é assim:

Não sei o que faço por aqui...







É sempre assim a minha vida:
Chico Buarque e Milton Nascimento - O que será (1976)

O que será que me dá
Que me bole por dentro, será que me dá
Que brota à flor da pele, será que me dá
E que me sobe às faces e me faz corar
E que me salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo, me faz suplicar
O que não tem medida, nem nunca terá
O que não tem remédio, nem nunca terá
O que não tem receita

O que será que será
Que dá dentro da gente e que não devia
Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que não sacia
Que é feito estar doente de uma folia
Que nem dez mandamentos vão conciliar
Nem todos os ungüentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
Que nem todos os santos, será que será
O que não tem descanso, nem nunca terá
O que não tem cansaço, nem nunca terá
O que não tem limite

O que será que me dá
Que me queima por dentro, será que me dá
Que me perturba o sono, será que me dá
Que todos os trem…
Tudo vai se perdendo ao redor. Toda cor, todo som, todo ar. Meu mundo é vazio. Apesar do meu gênio explosivo e de minha verborragia nada palatável... A dor é somente um transeunte atrapalhado, perdido. Uma sombra plácida num corpo inóspito. Já não sei contar minhas tristezas, são tantas... Sei nem por que motivo... Percebe? Minhas frases são perdidas, inacabadas, não se sabe ao certo aonde vão dar. Em que cume de montanha, em que vaga de mar. Se num espirro se perderam, entre as milhares de partículas ou se ficaram presas às pontas dos dedos. Talvez nas unhas, debaixo da camada de verniz carmim. Eu realmente não sei. Verdade que nunca soube... Mas deixo pra lá esses detalhes. Fui ao médico hoje e estou com IVA, infecção das vias aéreas. Uma bactéria transmitida no ar que faz com que eu me sinta com dez doses de gripe de uma só vez. Pois é, antes tudo era virose, depois estresse, agora essa tal de IVA. Qual será a próxima doença da moda? Eu amo São Paulo, mas ela está me matando. Essa …