É incrível (e prestem atenção ao que essa palavra significa: in-crível) como algumas coisas que nos parecem abomináveis podem se revelar espetaculares num segundo momento. Ainda que ele demore o tempo que for.

Eu estive doente de tristeza, meus amigos bem sabem, nos últimos anos. Longos. Não sei precisar. Talvez sete, dez, dezenove ou a vida toda. Não faz sentido pra você, pra mim faz muito. Até o último 10 de agosto o meu perfil neste blog um tanto abandonado se resumia a uma frase: "Eu não sei quem eu sou". Mas aquela coisa que dizem de que, quando se chega ao fundo do poço só o que se tem a fazer é subir, é a mais profunda verdade. E eu fiquei um tempo imersa no lodo de um fundo de poço. Tempo suficiente para sofrer agonias e angústias perdendo, assim, minha identidade.

Acabei de me pegar feliz por coisas simples, cotidianas para algumas pessoas, mas que eu quase nunca tive/soube. Tão simples, que justamente por isso são consideradas as mais importantes. Porque quase nunca são valorizadas, porém essenciais à vida de qualquer um. Certeza. Veio aquela pergunta: "será que eu mereço curtir essa alegria?". E por segundos senti vergonha de estar tão feliz. Logo lembrei de toda minha luta pra viver até hoje. Pra conseguir algo tão valioso - o direito de ser. Pode parecer papo de auto-ajuda pra você. Não importa. Só eu sei o tanto de monstro que eu tive de peitar pra estar aqui, digitando nesse teclado velho.

Pode ser exagero, ainda é tudo um tanto complexo. Mas acho que posso dizer que nesse dia eu renasci. Graças a mim mesma, à minha fé na vida e a pessoas de uma humanidade fabulosa que me rodeiam. De qualquer forma, seja lá como for daqui pra frente... ainda que eu não demonstre, eu só tenho um sentimento dentro de mim: GRATIDÃO.

"Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade." Mário Quintana



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