"A vida vem em ondas como um mar". Esta é a verdade de cada dia. A que devemos enfrentar crua e sinceramente com nós mesmos. Nesse "indo e vindo infinito", reparei que não adianta brigar consigo e fechar os olhos, porque ao abri-los, a onda pode nos tragar. Eu digo apenas que posso. Posso tudo que quiser e isso já me provei tantas vezes... Não há nada mais intrigante, assustador e delicioso que se superar. Superar os medos e as limitações. Eu ultrapasso a linha de chegada, atravesso os mares tempestuosos, encaro quem me desafia e me levanto, ainda que por medo ou por qualquer outro sentimento preferisse me encolher. Eu me supero e isso me agrada. O nebuloso me instiga, o desafiador, aquilo que desconheço. E é tão bom, depois de momentos pavorosos, olhar para trás e sentir-se vencedor.
Epifanias
[Ler ouvindo Weyes Blood, Agnes Obel] Eu acredito que quando a gente rompe uma barreira na inércia da vida que a gente acha que é real, mas é Maya, quando a gente rompe com esse véu, essa névoa, tudo conspira e no s impulsiona como um vórtice feroz rumo ao nosso centro. E quando entramos em nosso eixo esse turbilhão que somos se alinha em inteireza e potência como partículas que se lembram de si, que como imã se unem. Reintegração. Desfolhamos o que foi, cada folha que brota e sai de dentro de nós extrai todo veneno de tempos vis, obscuros. Florescemos! Finalmente descascamos a película inexistente da ilusão, nos vemos nus. Tudo passa diante dos olhos, porque é o renascer. Vida-morte-vida. Pura vida! Regozijo, perfeição, fluxo perfeito! Um calor toma conta da minha face, meu corpo se desdobra em mil tecidos esvoaçantes, se libertando dos pesos que carreguei. Me perdoo, me compreendo, aceito, agradeço por toda podridão do submundo no qual rastejei tanto tempo. Anjos fragmentados de...
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