Os de quatro dias se foram, mas ainda tenho uma vida pela frente...Não sei contar quantos dias...Não sei contar...Por isso escrevo. Messo minha vida com palavras. Escrevo. Cuspo cada letra que salta da garganta para a língua. E lá se vai ela...Bailarina. Retorce, convulsiva. Espirra no papel. Se queres conhecer uma parte de mim - não a melhor, nem a pior...só uma parte - leia-me então. Mas não entenda, sinta...O entendimento é limitado, já o sentir vai além dos limiares. E que complicações podem surgir quando há algo tão simples? Minha dose é medida por espantos. Espantos que uma criança levaria ao se deparar com essa "gente grande" toda complicada. Porque a verdade deve ser dita...Porque amanhã posso não estar viva. De que vale essa vida se não for vivida? A cada dia me surpreendo ao superar meus medos. E que medos insanos, bobos, medíocres. Que se soubesse, teria varrido todos eles há tempos! Não há nada - que eu me lembre agora - que não seja o que vê.

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