Eis que aqui estou. O mundo louco gira intensamente e coisas acontecem. O que desejava, consegui. Ou, uma das coisas que desejava...ainda há mais. Quero você. Me olha. Viu? Pois é, sou assim, esta que você vê. E muito mais. Há certos gestos em mim que só podem ser percebidos chegando mais perto. Chega mais. Senta aqui. Pega seu copo e relaxa, o maior mal que posso lhe fazer é dar meu amor. Com ele, está minha liberdade. Numa caixinha, como a de Pandora. Porém a minha só tem coisas boas. Seus defeitos, não conheço...é o de menos. Suas manias...amarei. Se é você? Não sei. Mas por que não experimentar? Sua sintonia se afina com a minha. Vem.
Epifanias
[Ler ouvindo Weyes Blood, Agnes Obel] Eu acredito que quando a gente rompe uma barreira na inércia da vida que a gente acha que é real, mas é Maya, quando a gente rompe com esse véu, essa névoa, tudo conspira e no s impulsiona como um vórtice feroz rumo ao nosso centro. E quando entramos em nosso eixo esse turbilhão que somos se alinha em inteireza e potência como partículas que se lembram de si, que como imã se unem. Reintegração. Desfolhamos o que foi, cada folha que brota e sai de dentro de nós extrai todo veneno de tempos vis, obscuros. Florescemos! Finalmente descascamos a película inexistente da ilusão, nos vemos nus. Tudo passa diante dos olhos, porque é o renascer. Vida-morte-vida. Pura vida! Regozijo, perfeição, fluxo perfeito! Um calor toma conta da minha face, meu corpo se desdobra em mil tecidos esvoaçantes, se libertando dos pesos que carreguei. Me perdoo, me compreendo, aceito, agradeço por toda podridão do submundo no qual rastejei tanto tempo. Anjos fragmentados de...
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