Feche meus ouvidos para o que não me serve. Para o que não faz bem pra alma. Tampe minha boca, para que eu não grite impropérios. Eleve meu espírito ao objetivo supremo. Cante a canção que Nina, dance os cabelos em cima de meus olhos cansados. Perfume o ar que minhas narinas respiram. Mate as dores que se espalham como hera a me sufocar. Traga-me a PAZ. Dê-me a paz que eu tanto preciso. Diga! Morro logo? Quando Deus quiser...Mesmo que enfrente face-a-face a Morte pegajosa, jocosa. Mesmo que Suas mãos frias estrangulem minha garganta toda santa manhã. Ainda que acaricie minha fronte ao embalar no sono. Em meu quarto um floral como medicina, um cheirinho de alecrim, pra espantar o mau agouro que vem quando a tristeza me visita. Umas letras soltas por aí...
Lamento
Eu nunca tenho a dimensão correta das coisas, afetos, pessoas até que ocorra sua ausência. Em minha humanidade, me vejo muitas vezes mais do que gostaria sendo egoista, reclamona, sentindo raiva e outros sentimentos nada nobres. Mas algumas pessoas, afetos, situações, me mostraram inúmeras vezes que também posso e sei ser generosa, amável, amiga, cuidadosa, carinhosa, altruísta. É uma pena que certos sentimentos sejam acessados apenas em momentos de despedidas, em ausências. Nesses momentos, eu sinto a magia da vida que não cabe dentro de mim, que só consigo expressar em lágrimas. Porque eu choro pra tudo... Temo que a vida realmente seja mais curta do que dizem. Eu percebo tudo tão rápido e escorrendo como água em enxurrada. Meu coração chora partidas e ausências. Meu coração lamenta que a vida, muitas vezes, seja tão dura ou nos leve para caminhos tão distantes das pessoas que amamos. Crescer, viver, dói demais! Que a divindade se manifeste em todos os lugares e cure todas...
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