É difícil saber quando é real e quando simplesmente se adormece num estado etéreo e pérfido. Dói pensar a respeito. Faz com que levantemos todo tipo de insanidade e a cabeça fica cheia de besteiras inúteis que só fazem sofrer ainda mais. Ficar inerte também não parece ser a melhor opção, mas, de certo, é a mais recomendada. É como morte lenta, daquelas em que o moribundo se contorce e geme mergulhado em sua agonia. Estou cansada de questionar essas desventurosas situações. Cansada demais para qualquer pergunta e então prefiro a letargia. Na verdade não é uma escolha, mas sim um estado em que me deixo ficar facilmente, como que para poupar os resquícios de força que [oxalá] me sobram. Quando passa, tudo toma início novamente.
A vida se desenrola em acontecimentos inesperados. Esse é o padrão. Tudo aquilo que pode mudar, irá mudar. Porque vida é movimento, como diz meu pai. A vida é essa oscilação constante, de natureza tortuosa, ora caótica, ora tranquila, caminhos ciclicamente intrincados. A morte é linha reta. O maior desafio da vida é a própria vida: tudo não passa de uma apresentação improvisada, sem ensaio, para se aproximar do equilíbrio - esse delicado ponto abstrato pelo qual vivemos e do qual a manutenção é utopia. Quando se pensa estar confortável, a vida vem turbulenta e nos sacode de modo que tudo que voa para o alto cai em lugares e de formas completamente diferentes. Não mais há tempo para memorizar, o tempo todo tudo muda e tudo é novo de novo. E esse eterno desconhecido é a perfeição que alimenta nossa evolução. As contradições ficam por conta do que aprendemos como bom e ruim. Do que entendemos por sucesso, felicidade... O cansaço faz parte e coexiste com a calma, a irritação e a tranquilid...
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