Amanhã, que é daqui a doze minutos, será um novo começo. O ano chega próximo ao fim e posso dizer que teve altos e baixos que dariam vários longa-metragens. Cometi todo tipo de insanidade, pra variar, mas nada de que me arrependa. Bem, tem algumas coisas que você já faz se arrependendo, mas continua mesmo assim. Mas essas não contam, foram consentidas. Sem promessas para 2009. Promessas são o jeito mais fácil e tentador de deixar de cumprir algo. Prefiro mirar em meus desejos. De qualquer forma, não há nada que eu queira que já não esteja em prática. Porque esse negócio de esperar virar o ano é igual esperar segunda-feira pra começar a dieta. O hoje não volta. Vivo ele. Mal, mas vivo. Espero apenas melhorar. O importante é ter consciência, já é um primeiro passo.
Epifanias
[Ler ouvindo Weyes Blood, Agnes Obel] Eu acredito que quando a gente rompe uma barreira na inércia da vida que a gente acha que é real, mas é Maya, quando a gente rompe com esse véu, essa névoa, tudo conspira e no s impulsiona como um vórtice feroz rumo ao nosso centro. E quando entramos em nosso eixo esse turbilhão que somos se alinha em inteireza e potência como partículas que se lembram de si, que como imã se unem. Reintegração. Desfolhamos o que foi, cada folha que brota e sai de dentro de nós extrai todo veneno de tempos vis, obscuros. Florescemos! Finalmente descascamos a película inexistente da ilusão, nos vemos nus. Tudo passa diante dos olhos, porque é o renascer. Vida-morte-vida. Pura vida! Regozijo, perfeição, fluxo perfeito! Um calor toma conta da minha face, meu corpo se desdobra em mil tecidos esvoaçantes, se libertando dos pesos que carreguei. Me perdoo, me compreendo, aceito, agradeço por toda podridão do submundo no qual rastejei tanto tempo. Anjos fragmentados de...
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