o que fazer com tempo vago? o que beber para criar coragem de levantar a bunda da cadeira e ir lá arrumar as coisas? eu não sou capaz de viver meus dias na completa solidão, eu não sei se posso viver sem a dor no coração, com a dor no coração...eu nem mesmo sei se posso viver...eu nem sei... o vírus no computador me irrita, as músicas são tristes e me fazem querer você no minuto seguinte em que te deixo. que tamanha inflamação, o desperdício de tempo, sangue e pensamentos que não levam a lugar algum, ou a textos como esse. necessidade de cuspir algo. em caixa baixa, porque a preguiça se instalou tão logo...vamos ver se consigo empreender algo de bom e proveitoso até a próxima visita. quero quebrar a casca fosca e enxergar a tempestade e o sol lá fora. quero ordenar as idéias e não ter medo. quero acordar cedo e caminhar ao vento. com a cabeça vazia desse lixo moral, dessa vida sacal. eu me quero antes de ti, pra poder te querer melhor ainda. vou limpar a bagunça na vida e te vejo na sexta, baby. até lá e depois, eu te amo. não sei ainda como, mas eu te amo.
Epifanias
[Ler ouvindo Weyes Blood, Agnes Obel] Eu acredito que quando a gente rompe uma barreira na inércia da vida que a gente acha que é real, mas é Maya, quando a gente rompe com esse véu, essa névoa, tudo conspira e no s impulsiona como um vórtice feroz rumo ao nosso centro. E quando entramos em nosso eixo esse turbilhão que somos se alinha em inteireza e potência como partículas que se lembram de si, que como imã se unem. Reintegração. Desfolhamos o que foi, cada folha que brota e sai de dentro de nós extrai todo veneno de tempos vis, obscuros. Florescemos! Finalmente descascamos a película inexistente da ilusão, nos vemos nus. Tudo passa diante dos olhos, porque é o renascer. Vida-morte-vida. Pura vida! Regozijo, perfeição, fluxo perfeito! Um calor toma conta da minha face, meu corpo se desdobra em mil tecidos esvoaçantes, se libertando dos pesos que carreguei. Me perdoo, me compreendo, aceito, agradeço por toda podridão do submundo no qual rastejei tanto tempo. Anjos fragmentados de...
Comentários
Gostei muito desse texto. Principalmente na parte em que fala de amor, que amo mas ainda não sei como...
Beijos!