Sono. Cansaço. Saudades. Duranga, sem $$$. Feliz. Coragem. Desafio. Adoro. É como se eu estivesse numa redoma...o mundo corre lá fora e eu no meu mundinho, com minhas alegrias e aflições. Sinto como se estivesse numa realidade paralela. Tudo acontece comigo e com o mundo separadamente. Eu nem assisto. Não tenho tempo. Mal acordo, a carne sofre o baque do vento gelado da manhã. Chego. O coração mole de tanto amar. Amar as árvores, o sol, o asfalto...pro sofrimento eu pedi um tempo, tava me enchendo o saco. Odeio que me encham o saco! Os desamores esqueci...saí andando sem olhar para trás. A estrada é longa e eu tenho que correr. Há uma curva em algum lugar e não dá tempo de explicar. O tempo passa o tempo todo. Os pés estão sempre um à frente do outro. Quando param, mal dá tempo de conversar. Parece bom, mas sempre falta algo...eu sei o que falta. Ah, você nem precisa saber. Não é da sua conta.
Lamento
Eu nunca tenho a dimensão correta das coisas, afetos, pessoas até que ocorra sua ausência. Em minha humanidade, me vejo muitas vezes mais do que gostaria sendo egoista, reclamona, sentindo raiva e outros sentimentos nada nobres. Mas algumas pessoas, afetos, situações, me mostraram inúmeras vezes que também posso e sei ser generosa, amável, amiga, cuidadosa, carinhosa, altruísta. É uma pena que certos sentimentos sejam acessados apenas em momentos de despedidas, em ausências. Nesses momentos, eu sinto a magia da vida que não cabe dentro de mim, que só consigo expressar em lágrimas. Porque eu choro pra tudo... Temo que a vida realmente seja mais curta do que dizem. Eu percebo tudo tão rápido e escorrendo como água em enxurrada. Meu coração chora partidas e ausências. Meu coração lamenta que a vida, muitas vezes, seja tão dura ou nos leve para caminhos tão distantes das pessoas que amamos. Crescer, viver, dói demais! Que a divindade se manifeste em todos os lugares e cure todas...
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